<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>gobiernodechile &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/gobiernodechile/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "gobiernodechile"</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 03:59:16 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[A expansão dos Tratados de Livre Comércio na América Latina]]></title>
<link>http://asadip.wordpress.com/?p=97</link>
<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 16:18:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>asadip</dc:creator>
<guid>http://asadip.es.wordpress.com/2008/04/07/a-expansao-dos-tratados-de-livre-comercio-na-america-latina/</guid>
<description><![CDATA[Documento sin título
A expansão dos Tratados de  Livre Comércio na América Latina
Welber Barral ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Documento sin título</p>
<p align="justify"><strong>A expansão dos Tratados de  Livre Comércio na América Latina</strong></p>
<p align="justify"><strong>Welber Barral /Carolina Munhoz</strong><a href="#link1"><strong>*</strong></a><strong> </strong></p>
<p align="justify">Já há algum  tempo, vem sendo discutido o aumento no número de Tratados de Livre Comércio  (TLCs) assinados por países latino-americanos nos últimos anos. A multiplicação  de TLCs ocorreu, de forma impressionante, após 2003, quando as negociações da  Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) emperraram. Apenas os Estados Unidos,  a partir deste período, assinaram TLCs com nove países da América Central e do  Sul, numa clara ressurgência da política do bilateralismo.<a id="_ftnref2" name="_ftnref2" href="#_ftn2"> </a><br><br />
Esta abordagem bilateral, no entanto, não se restringe aos Estados  Unidos. O caso do Chile é provavelmente o mais impressionante. O Chile vem se  dedicando enfaticamente à celebração de TLCs, não apenas com os países  latino-americanos, mas também com países asiáticos. Atualmente, o país tem em  vigor nada menos do que 11 TLCs, que incluem Canadá, China, América Central  (Costa Rica e El Salvador), a European Free Trade Association (EFTA), a União  Européia, Coréia do Sul, México, Nova Zelândia, Cingapura e Brunei, Panamá,  Peru e Estados Unidos.<a id="_ftnref3" name="_ftnref3" href="#_ftn3"> </a> O Chile encontra-se também em avançado estado de negociações com o Japão para a  assinatura de um TLC. Além disso, o governo chileno assinou este ano carta de  intenções para a negociação de um acordo deste tipo com o Vietnã, e assinalou a  possibilidade de firmar TLCs com Equador, Colômbia, Malásia e Tailândia.<a id="_ftnref4" name="_ftnref4" href="#_ftn4"> </a><br />
<br><br />
É interessante notar que não apenas o número de acordos vem  aumentando – o primeiro TLC do Chile, negociado com o Canadá, foi assinado em  1996 e entrou em vigor em julho de 1997<a id="_ftnref5" name="_ftnref5" href="#_ftn5"> </a> - mas também os parceiros vêm se diversificando. Dos acordos em vigor, seis são  com países americanos, dois com organizações européias e três com países  asiáticos. De acordo com o Departamento de Relações Econômicas Internacionais  do Ministério das Relações Exteriores do Chile (Direcon), 68,8% das exportações  chilenas entre janeiro e setembro de 2006 foram para países ou blocos regionais  com os quais o Chile possui TLCs.<a id="_ftnref6" name="_ftnref6" href="#_ftn6"> </a><br />
<br><br />
Algumas considerações podem ser apresentadas, a propósito da febre  de acordos bilaterais que atualmente afeta a América Latina. Em primeiro lugar,  deve-se observar a relação inversa entre avanço das negociações multilaterais e  incentivo à bilateralização. Com efeito, à medida que aumenta o pessimismo  quanto a uma conclusão positiva, na OMC, da Rodada de Doha, há também uma  disparada por participar em acordos regionais e bilaterais, em todo o mundo,  motivada pelo temor dos efeitos perversos do desvio de comércio.<br />
<br><br />
Em segundo lugar, deve-se observar que o efeito sistêmico dos  acordos bilaterais sobre sua própria multiplicação. Em outras palavras, a  assinatura de acordos incentiva à adoção de modelos de regras em outras  negociações e serve como argumento a grupos liberalizantes que invocam o risco  de desvio de comércio. Estes efeitos são perceptíveis sobretudo em acordos  envolvendo grandes parceiros comerciais, a exemplo da prática norte-americana.<br />
<br><br />
Em terceiro lugar – e embora a proliferação de TLCs tenha sido uma  constante desde, pelo menos, o final da Segunda Guerra Mundial – a grande  novidade recente é sua extensão a países asiáticos. Para ficar no caso do  Chile, a Ásia constitui um mercado fundamental, dadas a proximidade geográfica  e a facilidade de atingir estes mercados pelo Oceano Pacífico. Prova disso é a  negociação em curso com o Japão, já em estágio avançado, e o início das  negociações com o Vietnã. O TLC mais recente foi o assinado com a China, e entrou  em vigor em 1 de outubro de 2006. Este último acordo prevê num primeiro momento  a diminuição das tarifas de importação imediata entre os dois países – o que,  segundo o governo chileno, beneficiaria, já num primeiro momento, 92% das  exportações chilenas para a China – e a negociação, a partir de 2007, de  aprofundar os compromissos do acordo nos setores de serviços e investimentos.<a id="_ftnref7" name="_ftnref7" href="#_ftn7"> </a> Segundo Carlos Furche, Diretor Geral do Direcon, a intenção do Chile ao  direcionar as atenções para a região da Ásia e do Pacífico é de tornar-se uma  plataforma de investimentos para a produção de bens e serviços para outros  países, o que tornaria o país uma ponte de ligação daquela região com a América  do Sul.<a id="_ftnref8" name="_ftnref8" href="#_ftn8"> </a><br />
<br><br />
A influência dos TLCs com a Ásia ainda demandam estudos  aprofundados, para compreender seus reais efeitos. Efeitos econômicos, no  sentido de criação de comércio ou de aproveitamento de mercados, para países  latino-americanos com acesso muitas vezes difícil aos mercados tradicionais. Efeitos  políticos, no que se refere à eventual influência da zona econômica hoje mais  dinâmica do mundo. E efeitos sistêmicos, no que se refere à facilitação de  futuras negociações com outros parceiros latino-americanos, depois da  experiência chilena.
</p>
<div>
<div id="ftn1">
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;"><a name="link1">*</a> Profs. Direito Internacional (UFSC)</span></p>
</div>
<div id="ftn2">
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;"><a id="_ftn2" name="_ftn2" href="#_ftnref2"> </a> Pontes. maio/julho de 2006, vol. 2, n. 3, p. 11. Estes acordos  abrangem Colômbia, Costa Rica, Chile, El Salvador, Guatemala, Honduras,  Nicarágua, Peru e República Dominicana.</span></p>
</div>
<div id="ftn3">
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;"><a id="_ftn3" name="_ftn3" href="#_ftnref3"> </a> OEA. Disponível em:  &#60;http://www.sice.oas.org/Trade/chi_e.ASP&#62;. Acessado em: 21/11/06.</span></p>
</div>
<div id="ftn4">
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;"><a id="_ftn4" name="_ftn4" href="#_ftnref4"> </a> Governo do Chile. Disponível em: &#60;<a href="http://www.gobiernodechile.cl/noticias/detalle.asp">http://www.gobiernodechile.cl/noticias/detalle.asp</a>&#62;. Acessado em: 17/11/06.</span></p>
</div>
<div id="ftn5">
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;"><a id="_ftn5" name="_ftn5" href="#_ftnref5"> </a> OEA. Disponível em:  &#60;http://www.sice.oas.org/Trade/chi_e.ASP&#62;. Acessado em: 21/11/06.</span></p>
</div>
<div id="ftn6">
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;"><a id="_ftn6" name="_ftn6" href="#_ftnref6"> </a> “El 68,8% de las exportaciones chilenas va a paises  con acuerdos comerciales vigentes”. Disponível em:  &#60;http://www.prochile.cl/noticias/noticia.php?sec=6197&#62;. Acessado em: 17/11/06.</span></p>
</div>
<div id="ftn7">
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;"><a id="_ftn7" name="_ftn7" href="#_ftnref7"> </a> “Comienza a regir el TLC  Chile-China y ambos países se preparan para negociar servicios e inversiones”. Disponível em: &#60;http://www.prochile.cl/noticias/noticia.php?sec=6197&#62;.  Acessado em: 17/11/06.</span></p>
</div>
<div id="ftn8">
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;"><a id="_ftn8" name="_ftn8" href="#_ftnref8"> </a> “Comienza a regir el TLC  Chile-China y ambos países se preparan para negociar servicios e inversiones”. Disponível em:  &#60;http://www.prochile.cl/noticias/noticia.php?sec=6197&#62;. Acessado em:  17/11/06.</span></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
