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	<title>indicios &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/indicios/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "indicios"</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 08:12:18 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Nuevos Indicios en el Caso Roxana Vargas]]></title>
<link>http://orientador.wordpress.com/?p=90</link>
<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 15:59:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>orientador</dc:creator>
<guid>http://orientador.es.wordpress.com/2008/09/10/nuevos-indicios-en-el-caso-roxana-vargas/</guid>
<description><![CDATA[Nuevos indicios comprometen al doctor chirinos en la muerte de la estudiante de periodismo Roxana Va]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;margin:6pt 0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Nuevos indicios comprometen al doctor chirinos en la muerte de la estudiante de periodismo Roxana Vargas.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:6pt 0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">De acuerdo a informes emanados del Cuerpo de Investigaciones Científicas, Penales y Criminalísticas (Cicpc), se ha ubicado a un testigo quien supuestamente habría visto al doctor Chirinos y su cómplice cuando introducían el cadáver de la estudiante en el automóvil propiedad del psiquiatra. Tal versión la dio a conocer el vespertino El Mundo en su edición del día 9 del corriente mes de septiembre.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:6pt 0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Según el citado vespertino, investigadores del Cicpc encontraron en el automóvil del doctor Chirinos un zarcillo que le faltaba a la víctima cuando fue localizado su cuerpo sin vida.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:6pt 0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Estas evidencias se suman a las ya obtenidas en el consultorio del doctor Chirinos: varias cajas de medicamentos de dopaje, rastros de sangre y cabellos de la victima; así como los supuestos registros de llamadas de los celulares de ambos, que dan constancia de que la fatídica tarde del 12 de julio hubo comunicación entre ellos. Además del famoso blog de Roxana en el que cuenta las supuestas aventuras y desventuras con el conocido profesional.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:6pt 0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Todas las pruebas y la declaración del testigo serían elementos fundamentales para establecer la responsabilidad del psiquiatra en el caso.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:6pt 0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Como se sabe, el médico psiquiatra fue imputado por el delito de homicidio intencional de la joven.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:6pt 0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Una vez imputado, Chirinos adquirió los derechos contemplados en el artículo 125 del Código Orgánico Procesal Penal, sobre el conocimiento de las actas que conforman la presente investigación, así como la posible solicitud de diligencias y actuaciones que considere pertinente realizar.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:6pt 0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Por su parte la defensa del acusado, solicitó la designación</span></span><span style="font-size:13.5pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">de un defensor especial para que investigue y restituya la situación jurídica en el proceso judicial que se le sigue al ex rector de la UCV, Edmundo Chirinos, por la vulneración de sus derechos constitucionales.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:6pt 0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">La petición la hizo el martes 9 de septiembre en la Defensoría del Pueblo, luego de la revisión del expediente y de la acusación presentada por el Ministerio Público en contra de Chirinos, "lo cual nos obliga a pedir la nulidad absoluta de todas esas actuaciones y de acudir a otras instancias nacionales de protección de los derechos fundamentales", dijo su apoderado.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:6pt 0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">A tal efecto, la Defensora del Pueblo, dijo que todavía no cuentan con las pruebas que acrediten las denuncias que han sido elevadas ante la opinión pública, pero naturalmente, si ese fuera el caso "haríamos las recomendaciones pertinentes".</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Indícios e sua suficiência para a condenação]]></title>
<link>http://reservadejustica.wordpress.com/?p=225</link>
<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 17:02:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>André Lenart</dc:creator>
<guid>http://reservadejustica.es.wordpress.com/2008/09/02/indicios-e-sua-suficiencia-para-a-condenacao/</guid>
<description><![CDATA[ 
1. OS TRÊS SIGNIFICADOS DA PALAVRA INDÍCIOS
Não só o público leigo, mas também os profission]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&#62; &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62; Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62; &#60;![endif]--><!--[endif]--><!--  --><!--[if gte mso 10]&#62; &#60;!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin-top:0cm; 	mso-para-margin-right:0cm; 	mso-para-margin-bottom:10.0pt; 	mso-para-margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin;} --> <!--[endif]--></p>
<p><strong>1. OS TRÊS SIGNIFICADOS DA PALAVRA INDÍCIOS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não só o público leigo, mas também os profissionais do Direito enfrentam sincera dificuldade em compreender o verdadeiro sentido e alcance da palavra <em>indícios</em>. Sobre a conduta de alguém a cujo respeito paire alguma dúvida, costuma-se dizer que há apenas "indícios", num esforço de minimizar a gravidade das acusações ou de desqualificá-las ou, ainda, para refrear o ânimo febril da imprensa que insiste em antecipar nas manchetes o veredicto dos Tribunais. Também há os advogados - <em>desses cujos honorários embutem 6 ou 7 zeros</em> - que aparecem na televisão indignados: <em>"só há indícios contra o meu cliente"</em>, <em>"não há provas"</em>, <em>"isso é um absurdo"</em> e tal. De outro lado, encontramos nos bons livros e na jurisprudência referências aos <em>indícios</em> como uma espécie de prova capaz de embasar uma condenação. Amiúde, a palavra também é usada para expressar alguma <em>indicação</em> ou <em>sinal</em>. Afinal, o que são indícios?</p>
<p style="text-align:justify;">A culpa por essa confusão conceitual se deve à falta de rigor terminológico do Código de Processo Penal, que incorreu no equívoco rasteiro de conferir à mesma palavra<em> </em> três significados radicalmente distintos: ora <em>indícios</em> exprime a <em>suspeita do cometimento de crime</em> que recai sobre alguém, ora designa um <em>meio de prova</em>; e, em certa passagem, ainda serve de sinônimo para <em>indicação</em>. Diante dessa inaceitável imprecisão, será pelo contexto - <em>e só por ele</em> - que poderemos determinar em que acepção a palavra está sendo empregada no discurso jurídico. Esse infeliz cacoete polissêmico já foi reconhecido, em mais de uma oportunidade, pelo STF:</p>
<blockquote><p>EMENTA: I. Habeas corpus: cabimento para verificar a suficiência e a idoneidade da fundamentação de decisão judicial.</p>
<p>II. Pronúncia:  motivação suficiente: C.Pr.Penal,art. 408.</p>
<p style="text-align:justify;">1. Conforme a jurisprudência do STF "ofende a garantia constitucional do contraditório fundar-se a condenação exclusivamente em testemunhos prestados no inquérito policial, sob o pretexto de não se haver provado, em juízo, que tivessem sido obtidos mediante coação" (RE 287658, 1ª T, 16.9.03, Pertence, DJ 10.3.03).</p>
<p style="text-align:justify;">2. O caso, porém, é de pronúncia, para a qual contenta-se o art. 408 C.Pr.Penal com a existência do crime "e de indícios de que o réu seja o seu autor".</p>
<p style="text-align:justify;">3. Aí - segundo o entendimento sedimentado - indícios de autoria não têm o sentido de prova indiciária - que pode bastar à condenação - mas, sim, de elementos bastantes a fundar suspeita contra o denunciado.</p>
<p style="text-align:justify;">4.Para esse fim de suportar a pronúncia - decisão de efeitos meramente processuais -, o testemunho no inquérito desmentido em juízo pode ser suficiente, sobretudo se a retratação é expressamente vinculada à acusação de tortura sofrida pelo declarante e não se ofereceu sequer traço de plausibilidade da alegação: aí, a reinquirição da testemunha no plenário do Júri e outras provas que ali se produzam podem ser relevantes.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>(STF - HC 83.542/PE, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 26.03.2004, p. 9)</strong></p>
</blockquote>
<p><strong>2. INDÍCIOS NO CPP</strong></p>
<p>Na acepção de <em>suspeita </em>ou de<em> elementos que propiciam uma suspeita</em>, a palavra <em>indício</em> (no singular ou no plural) é utilizada, com diferentes adjetivações, por vários artigos do <strong>CPP</strong>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Art. 126.  Para a decretação do seqüestro, bastará a existência de <strong><span style="text-decoration:underline;">indícios veementes</span></strong> da proveniência ilícita dos bens.</p>
<p style="text-align:justify;">Art. 134.  A hipoteca legal sobre os imóveis do indiciado poderá ser requerida pelo ofendido em qualquer fase do processo, desde que haja certeza da infração e <strong><span style="text-decoration:underline;">indícios suficientes</span></strong> da autoria.</p>
<p style="text-align:justify;">Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e <strong><span style="text-decoration:underline;">indício suficiente</span></strong> de autoria.</p>
<p>Art. 413.  O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de <strong><span style="text-decoration:underline;">indícios suficientes</span></strong> de autoria ou de participação.</p>
<p style="text-align:justify;">§ 1<span style="text-decoration:underline;"><sup>o</sup></span> A fundamentação da pronúncia limitar-se-á à indicação da materialidade do fato e da existência de <strong><span style="text-decoration:underline;">indícios suficientes</span></strong> de autoria ou de participação, devendo o juiz declarar o dispositivo legal em que julgar incurso o acusado e especificar as circunstâncias qualificadoras e as causas de aumento de pena.</p>
<p style="text-align:justify;">Art. 414.  Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de <strong><span style="text-decoration:underline;">indícios suficientes</span></strong> de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, impronunciará o acusado.</p>
<p style="text-align:justify;">Art. 417.  Se houver <strong><span style="text-decoration:underline;">indícios</span></strong> de autoria ou de participação de outras pessoas não incluídas na acusação, o juiz, ao pronunciar ou impronunciar o acusado, determinará o retorno dos autos ao Ministério Público, por 15 (quinze) dias, aplicável, no que couber, o art. 80 deste Código.</p>
</blockquote>
<p>No sentido de <em>indicações</em>, aparece no art. 290:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Art. 290.  Se o réu, sendo perseguido, passar ao território de outro município ou comarca, o executor poderá efetuar-lhe a prisão no lugar onde o alcançar, apresentando-o imediatamente à autoridade local, que, depois de lavrado, se for o caso, o auto de flagrante, providenciará para a remoção do preso.</p>
<p>§ 1<span style="text-decoration:underline;"><sup>o</sup></span> - Entender-se-á que o executor vai em perseguição do réu, quando:</p>
<p style="text-align:justify;">b) sabendo, por <strong><span style="text-decoration:underline;">indícios</span></strong> ou informações fidedignas, que o réu tenha passado, há pouco tempo, em tal ou qual direção, pelo lugar em que o procure, for no seu encalço.</p>
</blockquote>
<p>De <em>indício</em> (no singular) como meio de prova trata o <strong>CPP</strong> no art. 239:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Art. 239.  Considera-se <strong><span style="color:#000000;"><span style="text-decoration:underline;">indício</span></span><span style="color:#888888;"> </span></strong>a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias.</p>
</blockquote>
<p><strong>3. PROPOSTA DE ALTERAÇÃO TERMINOLÓGICA</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Seria preferível erradicar a polissemia, reservando <em>indício</em>, no singular ou no plural, à categoria de <em>meio de prova</em>, e empregando as palavras <em>suspeita</em> e <em>indicativos</em> (ou algo assemelhado) para assinalar o <em>começo de prova</em> e o substantivo <em>indicações</em> (ou algo próximo) para marcar os sinais a que se refere o <strong>CPP</strong> 290 § 1º <em>b</em>. Assim, teríamos <em>veemente suspeita</em> (art. 126), <em>suspeita</em> <em>razoável</em> ou <em>suficiente</em> (art. 134), <em>indicativos</em> (art. 290 §1º b), <em>forte suspeita</em> (art. 312), <em>suspeita</em> <em>razoável</em> ou<em> suficiente</em> (art. 413, 414), <em>suspeita</em> (art. 417).</p>
<p style="text-align:justify;">A doutrina alemã costuma empregar a palavra <em>indícios</em> <em>(Indizien)</em>, referindo-se unicamente à espécie de meio de prova. Nos demais sentidos, utiliza o substantivo <em>suspeita</em>. O StPO conhece três graus de suspeita <em>(Verdachtsgrade)</em>. Na camada mais superficial, existe a chamada <em>suspeita inicial</em> <em>(Anfangsverdacht)</em> (§§ 160 I, 152 II); no plano intermediário, move-se a <em>suspeita suficiente</em> <em>(hinreichender Tatverdacht)</em> (§§ 170 I, 203); no alto do pódio, encontra-se a forte suspeita <em>(dringender Tatverdacht)</em>, exigida, por exemplo, para a imposição da prisão preventiva <em>(Untersuchungshaft)</em> (§ 112). Como explica <strong>KINDHÄUSER</strong>, enquanto a suspeita suficiente se baseia num juízo de simples probabilidade <em>(bei einfacher Wahrscheinlichkeit)</em>, a forte suspeita pressupõe uma elevada probabilidade <em>(eine hohe Wahrscheinlichkeit) <a name="_ednref1" href="#_edn1"><strong>[i]</strong></a> </em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Nosso foco aqui consiste no <em>indício</em> tomado em sua dimensão probatória - também chamado de <em>prova indireta</em> ou <em>indiciária</em> (<em>rectius</em>: meio de prova indiciário).</p>
<p style="text-align:justify;">
<p><strong>4. INDÍCIO(S) COMO MEIO DE PROVA</strong></p>
<p><strong>ROXIN</strong> conceitua indícios <em>(Indizien)</em> como:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Fatos que permitem uma conclusão diretamente sobre um fato principal. Assim, por exemplo, o fato de o suspeito de homicídio ter proferido, antes do óbito de X, ameaças de morte diretamente contra ele, ou depois do fato ter removido de suas calças marcas de sangue, ou que o suspeito de fraude contra o seguro tenha adquirido gasolina e elevado o valor do seguro <a name="_ednref2" href="#_edn2">[ii]</a> .</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>KINDHÄUSER</strong> afirma que <em>"fatos indiciários"</em> ou <em>"indícios"</em> <em>"são fatos que permitem uma conclusão sobre um fato principal por meio de uma regra de experiência" </em><a name="_ednref3" href="#_edn3">[iii]</a><em> </em>. E cuida de distinguir a <em>"série de indícios"</em> <em>(Indizienreihe)</em> da <em>"cadeia de indícios" (Indizienkette)</em>, duas formas empíricas de seu aparecimento para efeitos probatórios. Na primeira, há vários indícios dependentes uns dos outros; na segunda, os indícios são independentes entre si. Em ambos as hipóteses, a prova indiciária é hábil à inferência</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>TOURINHO FILHO</strong>, após socorrer-se das definições de <strong>MITTERMAYER <a name="_ednref4" href="#_edn4"><strong>[iv]</strong></a></strong> e <strong>MANZINI <a name="_ednref5" href="#_edn5"><strong>[v]</strong></a></strong>, ressalta que <em>"o indício é, também, um meio de prova, e tanto o é, que o legislador o encartou no capítulo pertinente às provas, e, por isso mesmo, seu valor probatório é semelhante às chamadas provas diretas" </em><a name="_ednref6" href="#_edn6">[vi]</a><em> </em>. Walter P. <strong>ACOSTA</strong> distingue :</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Indício não é sinônimo de presunção, como alguns entendem: é a circunstância ou antecedente que autoriza a fundar uma opinião acerca da existência de determinado fato, ao passo que presunção é o efeito que essa circunstância ou antecedente produz, no ânimo do julgador, quanto à existência do mesmo fato. Na técnica da prova indiciária desenvolve-se, pois, um silogismo, em que a premissa menor é um fato, ou circunstância provada, que é a circunstância indiciante, e a premissa maior, que se ajusta à outra, é simplesmente problemática ou abstrata, calcada nos ensinamentos do bom senso comum <a name="_ednref7" href="#_edn7"><em><strong>[vii]</strong></em></a> .</p>
</blockquote>
<p>No mesmo sentido, <strong>GALDINO SIQUEIRA </strong>afirma que:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Indício é o fato, circunstância acessória que se liga ao crime, e por onde se conclui, quer que o crime foi consumado, quer que um determinado indivíduo nele tomou parte, quer que há crime e que foi consumado de tal ou qual maneira.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">[...] Assim, os indícios versam sobre o fato, ou sobre o agente ou sobre o modo do fato. Não se deve, porém, confundir os indícios, que formam a prova chamada relativa ou prova circunstancial, com as presunções, confusão aliás feita por MITTERMAYER, BONNIER e outros tratadistas. Como diz CARRARA, indícios são circunstâncias que nos revelam, pela conexão que guardam o fato probando, a existência desse mesmo fato, ao passo que as presunções exprimem a própria persuasão desta existência. Por outras, os indícios são elementos sensíveis, reais, que indicam um objeto (index), ao passo que as presunções são as conjecturas ou juízos formados sobre a existência do fato probando, conjecturas pressupostas pela lei como verdades absolutas (presunções legais, ou induzidas pelo juiz segundo a ordem natural das coisas - presunções comuns).</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Citando <strong>LUCCHINI</strong>, pondera que se <em>"a presunção não é contraditada, exime da prova quem a tiver, ao passo que o indício é um sub-rogado da prova, sensu strictu, ocupa o seu lugar".</em> Sobre a relação entre os <em>indícios</em> e o <em>fato criminoso</em>, explica que podem florescer sob três diferentes aspectos:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Ou os indícios aparecem como circunstâncias da execução do crime, ex: a direção das feridas, o instrumento do crime, etc; ou são relações físicas que existe entre uma pessoa e outra: ex: Pedro dormiu no mesmo quarto em que Paulo aparece assassinado de manhã; ou são fatos preexistentes: ex: Paulo aparece assassinado e Pedro prometeu matá-lo; ou são fatos posteriores, ex: Paulo aparece assassinado e Pedro está com o relógio roubado a Paulo na ocasião do assassinato. Os indícios da primeira e da terceiras classe impõem ao indiciado a necessidade de uma justificação, o que não acontece com os indícios da segunda, visto que estes, por mais fortes que sejam, não têm uma relação física com o fato criminoso. Esta classificação dá lugar à distinção entre os indícios anteriores, concomitantes e posteriores <a name="_ednref8" href="#_edn8"><em><strong>[viii]</strong></em></a> .</p>
</blockquote>
<p><strong>5. SUFICIÊNCIA DOS INDÍCIOS PARA LASTREAR UMA CONDENAÇÃO</strong></p>
<p style="text-align:justify;">No horizonte de projeção do <em>princípio do livre convencimento</em> judicial motivado <em>(der Grundsatz der freien richterlichen Beweiswürdigung </em><a name="_ednref9" href="#_edn9"><em><strong>[ix]</strong></em></a><em> )</em> ou da <em>persuasão racional</em> - <em>que abdica de provas tarifadas, com valor pré-determinado pelo legislador</em> -, adotado pela legislação brasileira <a name="_ednref10" href="#_edn10">[x]</a> os <em>indícios</em> constituem <em>meio de prova</em> tão válido quanto quaisquer outros - <em>confissão</em>, <em>testemunho</em>, <em>perícia</em> (ou laudos), <em>etc</em> -, sem que se possa estabelecer <em>a priori</em> entre uns e outros algum tipo de hierarquia, como já decidiu o STF:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">3. Vige em nosso sistema o princípio do livre convencimento motivado ou da persuasão racional, segundo o qual compete ao Juiz da causa valorar com ampla liberdade os elementos de prova constantes dos autos, desde que o faça motivadamente, com o que se permite a aferição dos parâmetros de legalidade e de razoabilidade adotados nessa operação intelectual. Não vigora mais entre nós o sistema das provas tarifadas, segundo o qual o legislador estabelecia previamente o valor, a força probante de cada meio de prova.</p>
<p><strong>(RHC 91.691/SP, rel. Min. Menezes Direito, T1, 19.02.2008, DJE 24.04.2008)</strong></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>"Dessa forma"</em> - ensina <strong>GOMES FILHO <a name="_ednref11" href="#_edn11"><strong>[xi]</strong></a> :</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Se de um lado, em oposição ao critério das provas legais, o livre convencimento pressupõe a ausência de regras abstratas e gerais de valoração probatória, que circunscreveriam a solução das questões de fato a standars legais, por outro implica a observância de certas prescrições tendentes a assegurar a correção epistemológica e jurídica das conclusões sobre os fatos debatidos no processo.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">E arremata: <em>"na atividade de valoração aliam-se </em>liberdade<em> e </em>responsabilidade<em>"</em>. Outra não poderia ser a conclusão. Se, como pondera <strong>ROXIN</strong>, a finalidade do processo criminal consiste em <em>provar</em>, e <em>provar</em> não é <em>senão "propiciar ao juiz a convicção sobre a existência de um fato" <a name="_ednref12" href="#_edn12"><strong>[xii]</strong></a> </em>, é óbvio que <em>"a convicção do juiz pode ser fundamentada também por uma prova indiciária" <a name="_ednref13" href="#_edn13"><strong>[xiii]</strong></a> </em>. Assim,</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Se é certo que o juiz fica adstrito às provas constantes dos autos, não é menos certo que não fica subordinado a nenhum critério apriorístico no apurar, por meio delas, a verdade material <a name="_ednref14" href="#_edn14">[xiv]</a> .</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Tendo o legislador admitido os indícios como meios de prova, não se pode negar possa o Juiz, mormente no sistema do livre convencimento, proferir um decreto condenatório, apoiando-se na prova indiciária <a name="_ednref15" href="#_edn15">[xv]</a> .</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">A jurisprudência segue os passos da literatura, respaldando a condenação fundada em prova indiciária, no marco <em>do princípio do livre convencimento motivado</em>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">(...) 3. Aí - segundo o entendimento sedimentado - indícios de autoria não têm o sentido de prova indiciária - que pode bastar à condenação - mas, sim, de elementos bastantes a fundar suspeita contra o denunciado.</p>
<p><strong>(STF - HC 83.542/PE, rel. </strong><strong>Min. Sepúlveda Pertence, DJ 26.03.2004, p. 9)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">EMENTA: I. Sentença condenatória: justa causa conforme fundamentação idônea, baseada não apenas na confissão depois retratada do paciente, mas também na <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&#38;n=-julg&#38;s1=prova+e+indici%E1ria+e+processo+e+penal&#38;l=0&#38;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&#38;Sect1=IMAGE&#38;Sect2=THESOFF&#38;Sect3=PLURON&#38;Sect6=SJURN&#38;p=1&#38;r=4&#38;f=G#h0#h0"></a><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&#38;n=-julg&#38;s1=prova+e+indici%E1ria+e+processo+e+penal&#38;l=0&#38;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&#38;Sect1=IMAGE&#38;Sect2=THESOFF&#38;Sect3=PLURON&#38;Sect6=SJURN&#38;p=1&#38;r=4&#38;f=G#h2#h2"></a>prova indiciária colhida em juízo, julgada bastante para elidir a verossimilhança de sua versão dos fatos: juízo de mérito a cuja revisão não se presta o habeas corpus. (...)</p>
<p><strong>(STF - HC 75.809/SP, rel. </strong><strong>Min. Sepúlveda Pertence, T1, 17.03.1998, DJ 17.04.1998, p. 4)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">"HABEAS-CORPUS". Trafico de entorpecente. <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&#38;n=-julg&#38;s1=indicios+e+livre+e+convencimento&#38;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/#h0"></a><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&#38;n=-julg&#38;s1=indicios+e+livre+e+convencimento&#38;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/#h2"></a>Indícios. Inexistência de causa para condenação. Arts. 157 e 239 do CPP. Os <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&#38;n=-julg&#38;s1=indicios+e+livre+e+convencimento&#38;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/#h1"></a><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&#38;n=-julg&#38;s1=indicios+e+livre+e+convencimento&#38;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/#h3"></a>indícios, dado ao <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&#38;n=-julg&#38;s1=indicios+e+livre+e+convencimento&#38;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/#h2"></a><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&#38;n=-julg&#38;s1=indicios+e+livre+e+convencimento&#38;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/#h4"></a>livre convencimento do Juiz, são equivalentes a qualquer outro meio de prova, pois a certeza pode provir deles. Entretanto, seu uso requer cautela e exige que o nexo com o fato a ser provado seja lógico e próximo. (...) "Habeas-corpus" conhecido, mas indeferido.</p>
<p><strong>(STF - HC 70344/RJ, rel. Min. Paulo Brossard, T2, DJ 22.10.1993)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">(...) Se a sentença, bem articulando os fatos postos no processo e atendendo ao requisitos do art. 381, do CPP, conclui pela condenação do réu, não há falar em falta de fundamentação e, muito menos, violação ao art. 93, IX, da CF/88.</p>
<p style="text-align:justify;">2. Vigora no processo penal brasileiro o princípio do livre convencimento, segundo o qual o magistrado, desde que, fundamentadamente, pode decidir pela condenação, ainda que calcada em indícios veementes de prática delituosa (...)</p>
<p><strong>(HC 15736/MG, T6, 03/04/2001, DJ 23.04.2001 p. 189)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A Lei exige a fundamentação de todos os decisórios judiciais, obrigando o juiz a dar os motivos de seu convencimento. Não é nula, assim, a decisão que acolhe provas indiciárias, especialmente se não são elas as únicas a embasar a condenação. Se à defesa é oportunizado produzir provas e requerer diligências, não se verifica a alegada violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa (...)</p>
<p><strong>(HC 10.483/RJ, T5, 19/10/1999, DJ 16.11.1999 p. 218)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O valor probante dos indícios e presunções, no sistema de livre convencimento que o Código adota, é em tudo igual ao das provas diretas, ensina José Frederico Marques (Elementos..., vol. 2/378). Exposto, pelo Magistrado, ‘tutto l'iter del processo logico-formativo del suo razionale convincimento', cumprido está o dever de fundamentação do veredicto</p>
<p><strong>(TJSP - AP - rel. Acácio Rebouças - RJTJSP 37/266).</strong></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>U</em><em>m único fato indiciário </em>por vezes não será suficiente para fundar convincentemente uma condenação.  Em determinados casos, ao contrário, um <em>fortíssimo</em> <em>indício</em> talvez pese decisivamente. Também é possível que uma longa seqüência de <em>frágeis indícios</em> seja incapaz de dissipar a dúvida razoável existente na cabeça do julgador. A riqueza do dia-a-dia, a complexidade concreta dos processos e o infindável repertório de surpresas que cada um deles esconde nos impedem de ir além da fixação de parâmetros. Não se pode impor uma solução mágica e universal: cada constelação situacional reivindicará cuidadosa ponderação das circunstâncias factuais e merecerá do juiz tratamento particular: a conclusão de um processo nem sempre será válida para outro. O importante é deixar claro: <em>indício é meio de prova</em> e, como tal, apto a embasar sim uma condenação.</p>
<p><strong>6. CONCLUSÕES</strong></p>
<p>1. No <strong>CPP</strong>, a palavra indícios remete à nocão de <em>início de prova</em>, à <em>prova indiciária</em> (<em>rectius</em>: meio de prova indiciário) e à <em>indicação de algo</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">2. A fim de evitar dúvidas, é preferível reservar o emprego da <em>vox</em> à categoria de <em>prova indiciária</em>. Para exprimir os dois outros sentidos, podem utilizar-se <em>suspeita</em> e <em>indicações</em> e vocábulos correlatos.</p>
<p style="text-align:justify;">3. Por expressa disposição legal - a cuja idoneidade a jurisprudência nada opõe -, o <em>meio de prova indiciário</em> é tão apto a fundar uma condenação quanto qualquer outro - <em>meio de prova testemunha, documental, pericial, confissão</em>, etc. Essa posição corresponde à adoção do <em>princípio do livre convencimento motivo do juiz</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">4. É possível estabelecer algumas balizas teoréticas, mas a suficiência da prova indiciária será aferida caso a caso, com a ponderação e o cuidado necessários.</p>
<hr size="1" /><a name="_edn1" href="#_ednref1">[i]</a> <strong>KINDHÄUSER</strong>, Urs. <em>Strafprozessrecht</em>. Baden-Baden: Nomos, 2006, p. 114/5: <em>"</em><em>Abgrenzung: Im Vergleich zu anderen Verdachtsgraden ist der dringende Verdacht stärker als der sog. Anfangsverdacht i.S.d. §§ 160 I, 152 II und der hinreichende Tatverdacht nach §§ 170 I, 203. Während letzterer bereits bei einfacher Wahrscheinlichkeit der Verurteilung vorliegt, verlangt der dringende Tatverdacht diesbezüglich eine hohe Wahrscheinlichkeit"</em>.</p>
<p><a name="_edn2" href="#_ednref2">[ii]</a> <strong>ROXIN</strong>, Claus. <em>Strafverfahrensrecht: ein Studienbuch</em>. 24. Auflage. München: Beck, 1995, p. 161.</p>
<p><a name="_edn3" href="#_ednref3">[iii]</a> <em>Op. cit</em>., p. 221.</p>
<p><a name="_edn4" href="#_ednref4">[iv]</a> <em>"Indício é fato que está em relação tão íntima com outro, que o Juiz chega de um a outro por meio de uma conclusão muito natural."</em></p>
<p><a name="_edn5" href="#_ednref5">[v]</a> <em>"Uma circunstância certa da qual se pode sacar por indução lógica, uma conclusão acerca da existência ou inexistência de um fato a provar."</em></p>
<p><a name="_edn6" href="#_ednref6">[vi]</a> <em>In</em>: <em>Processo Penal</em>, vol. III. 18<span style="text-decoration:underline;"><sup>a</sup></span> Edição. São Paulo: Saraiva, 1997, p. 348.</p>
<p><a name="_edn7" href="#_ednref7">[vii]</a> <em>In</em>: <em>O Processo Penal</em>. 5<span style="text-decoration:underline;"><sup>a</sup></span> Edição. Rio de Janeiro: Editora do autor, 1964, p. 258.</p>
<p><a name="_edn8" href="#_ednref8">[viii]</a> <em>Apud</em>, <strong>FRANCO</strong>, Ary Azevedo. <em>Código de Processo Penal</em>, vol. I. 7<span style="text-decoration:underline;"><sup>a</sup></span> Edição. Rio de Janeiro: Forense, 1960, p. 326/7.</p>
<p><a name="_edn9" href="#_ednref9">[ix]</a> Sobre as características primordiais do princípio, cf. <strong>PFEIFFER</strong>, Gerd. <em>Strafprozessordnung Kommentar</em>. 5. Auflage. München: C. H. Beck München, 2005, p. 698.</p>
<p><a name="_edn10" href="#_ednref10">[x]</a> <strong>CPP</strong> 155: <em>"</em><em>O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. Parágrafo único. Somente quanto ao estado das pessoas serão observadas as restrições estabelecidas na lei civil"</em> (Artigo com redação dada pela Lei n. 11.690, de 09.06.2008).</p>
<p><a name="_edn11" href="#_ednref11">[xi]</a> Antonio Magalhães <strong>GOMES FILHO.</strong><em> Direito à Prova no Processo Penal</em>. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1997, pp. 162/3.</p>
<p><a name="_edn12" href="#_ednref12">[xii]</a> Claus <strong>ROXIN</strong>, <em>op. cit</em>., p. 160.</p>
<p><a name="_edn13" href="#_ednref13">[xiii]</a> No original: "<em>die Überzeugung des Gerichts kann auch durch einen Indizienbeweis begründet werden"</em> - <em>id. </em><em>Ibidem</em>, p. 93.</p>
<p><a name="_edn14" href="#_ednref14">[xiv]</a> <strong>TOURINHO FILHO</strong>, <em>op. cit.</em>, p 243.</p>
<p><a name="_edn15" href="#_ednref15">[xv]</a> <em>Id., ibidem</em><strong>,</strong> p. 349.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Monólogo con perro]]></title>
<link>http://lanaveva.wordpress.com/?p=19</link>
<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 17:25:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>lanaveva</dc:creator>
<guid>http://lanaveva.es.wordpress.com/2008/06/06/monologo-con-perro/</guid>
<description><![CDATA[
Es increíble. El perro se va a mear en la papelera. El guardia no me dejará. Los animales no pued]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="border:1px solid black;vertical-align:middle;" src="http://selfserve1.download.videoegg.com/gid369/cid1174/9B/S0/1193764439Gm27ZU0ZSTiFVdgndzat_thumbnail.jpg" alt="" width="320" height="240" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Es increíble. El perro se va a mear en la papelera. El guardia no me dejará. Los animales no pueden entrar, aunque en la oficina esté lleno. En buen lío me he metido, voy a llegar<span> </span>tarde al urólogo. La enfermedad puede ser la antesala del fin, baja el telón, el actor ante la negra nada, respira soltando espumilla de muerte, los espectadores no hablan pero se miran con los ojos muy abiertos y esperan. La sangre mancha todo, mi camisa de rayas, el pantalón, sucio, la gente me mira, tengo que irme a casa, cogeré un taxi, vete<span> </span>a saber que pensarán. Siempre el qué dirán. El perro ya se ha meado a los pies de la palmera, tiene gracia quizás la señora del abrigo azul se esté muriendo, alguien tiene que venir, pero si nadie les avisa no se enterarán, en la radio quizás lo digan, no, <span> </span>porque no ha habido muertos. Siempre la muerte, en estos sitios se huele, siempre lo dijo mi padre, no quería ir al hospital, pero cuando salía del retrete en casa me encontraba con su mirada puntual, dos puntos negros debajo de unas grandes y claras cejas, como de paja, silencioso con la sonrisa rota, sangraba en silencio. Cuando murió en mis brazos, una bocanada, espesa, granate negro, lengua de sangre su último suspiro, como se dice, exhaló. Desde aquel día la hermana de mi madre no me habla, dice que la expulsé, la eché de la habitación donde agonizaba mi padre porque él me lo pidió, que se vaya esa bruja de mala sangre, obedecí y me alegro de que no vuelva a<span> </span>hablarme. La soledad y el silencio que en la cultura de oriente es buena, aquí desde que los hiperactivos se han adueñado de los centros de decisión de todo el mundo, todo es ruido, barullo, <span> </span>color de plexiglás, aquí te cojo aquí te mato. El guardia se ha ido, el perro que aún sujeto con la correa se lame el pene, la enfermera<span> </span>con la<span> </span>bufanda rosa me llama, la mujer del abrigo azul se queda internada en la habitación 323, debo acompañarla<span> </span>mientras pone en mis manos el abrigo azul, su camisa gris, la falda de piqué, la camiseta blanca, las bragas negras y<span> </span>envueltos en un una servilleta de papel el reloj, un anillo y la dentadura. Me dicen que no han localizado a nadie, no lleva ningún documento, posiblemente había bajado un momento a pasear al perro. Yo me siento en una silla y espero a que despierte. No puedo marcharme, el perro sigue atado a una palmera cerca de la puerta de urgencias y desde aquí lo oigo llorar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Inquérito do caso Isabella pede prisão preventiva de casal; Promotoria analisa relatório ]]></title>
<link>http://soatualidades.wordpress.com/?p=88</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 20:31:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye14</dc:creator>
<guid>http://soatualidades.es.wordpress.com/2008/04/30/inquerito-do-caso-isabella-pede-prisao-preventiva-de-casal-promotoria-analisa-relatorio/</guid>
<description><![CDATA[O inquérito produzido pela Polícia Civil a respeito da morte de Isabella Nardoni,5, protocolado ne]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O inquérito produzido pela Polícia Civil a respeito da morte de Isabella Nardoni,5, protocolado nesta quarta-feira no fórum de Santana, cita o pedido de prisão preventiva do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá , respectivamente pai e madrasta da menina. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O inquérito com o pedido de prisão preventiva deve ser analisado pelo promotor Francisco José Taddei Cembranelli do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana. O promotor irá passar o feriado prolongado do 1º de Maio (Dia do Trabalho) para analisar os documentos. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O documento é composto por cerca de mil páginas distribuídas em seis volumes e foi protocolado às 10h10 de hoje, de acordo com o Tribunal de Justiça. O prazo legal prevê 15 dias para o promotor decidir se apresenta ou não a denúncia (acusação formal) contra Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, indiciados pelo crime. Cembranelli, entretanto, afirmou já ter elementos suficientes para propor uma ação penal e que deverá se manifestar em breve, provavelmente até terça-feira (6) a respeito do caso. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Prisão</span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Um dos advogados do casal, Rogério Neres de Sousa, voltou a afirmar na manhã de hoje que seus clientes não têm a intenção de fugir. Questionado se Alexandre e Anna irão se apresentar caso seja determinada a prisão preventiva, ele foi lacônico. "Sim. E vamos recorrer", afirmou. Ele não quis dar mais detalhes justificando que na tarde de hoje uma entrevista à imprensa está marcada para tratar de todos os assuntos relacionados aos clientes. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O pedido de prisão preventiva é assinado pelos delegados do 9º DP (Carandiru), Calixto Calil Filho e sua assistente, Renata Helena Pontes que ao longo dos 30 dias se dedicaram exclusivamente ao caso. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A reportagem apurou que são dois os elementos que sustentam o pedido: o real temor de uma eventual fuga do casal e a convicção dos investigadores de que a cena do crime sofreu alterações de forma intencional. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Crime</span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Isabella morreu na noite de 29 de março, quando passava o fim de semana com o pai e a madrasta. Ela foi asfixiada e jogada do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">No último dia 18, Alexandre e Anna Carolina foram novamente ouvidos pela polícia e acabaram indiciados pela morte da menina. Ambos negam. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A reconstituição do crime ocorreu no último domingo (27), sem a presença do casal. Os laudos serão anexados ao inquérito. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Na segunda-feira (28), o promotor disse ter elementos de provas suficientes para justificar uma ação penal contra o pai e a madrasta de Isabella. </span></p>
<p><!--noindex--></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[REVISTA DE UN HOMBRE SOLO (2a. parte)]]></title>
<link>http://vetacreativa.wordpress.com/2008/04/30/revista-de-un-hombre-solo-2a-parte/</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 08:49:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio De la Vega Torres</dc:creator>
<guid>http://vetacreativa.es.wordpress.com/2008/04/30/revista-de-un-hombre-solo-2a-parte/</guid>
<description><![CDATA[Al escribir en estos espacios, sin pensar específicamente en un lector particular más que aquel qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div>Al escribir en estos espacios, sin pensar específicamente en un lector particular más que aquel que se digna posar sus ojos en estas líneas honrándolas con su deferencia que siempre agradeceré, cuando digo "todos ustedes" me refiero a todos <strong>los presentes y ausentes que en un momento dado pueden estar leyendo estas intervenciones, participen o no activamente en ellas</strong>.<br />
Quizá es deformación profesional, conformismo o vocación de anacoreta, pero por lo que a mi toca estoy relativamente acostumbrado a esta forma de "comunicación" en una vía o aparentemente en una vía.<br />
He descubierto que <strong>en las redes e incluso en los chats</strong>, el diálogo adquiere otra definición, se entiende un poco distinto de como ocurre en la cotidianidad. Mejor dicho, se evidencia lo que no es claro en la vida diaria porque en el contacto cara a cara la complejidad del diálogo se sustenta en las varias formas de comunicación verbal y no verbal. Pero aquí, donde fundamentalmente es la palabra aún la que reina sobre los aspectos complementarios de la imagen y el sonido, muchas personas se muestran unas intimidadas, otras simplemente receptivas, por mencionar dos maneras.<br />
Es claro que no todos tenemos las mismas capacidades verbales. Habemos quienes soltamos peroratas kilométricas, unos con sentido y sustancia, otros con tropiezos y dislates. También habemos quienes soltamos frases breves, síntesis de pensamiento o fugaces refulgencias emocionales. Habemos quienes nos solazamos con el idioma, y los que apenas expresan tres palabras se detienen en su discurso. Unos denotan conocimiento sobre algún tema, otros sólo curiosidad. Aquellos sólo atienden observantes y estos alzan la voz y la mano. Toda proporción guardada y lo digo por experiencia, esto es como el aula.</div>
<div>Quienes formamos parte de una red somos entes cautivos, cada quien en su pupitre. Cuando se pasa la lista descubrimos que no todos están presentes, pero cuando se hace examen todos están, aunque no todos dominen los temas a exponer. Durante la lección, los de la fila de atrás pueden estar atentos a otros intereses más personales quizá, pero escuchan y toman nota, perciben la esencia de lo que sucede. Algunos piden o toman la palabra para preguntar, opinar, juzgar, aportar. Pero en todo caso el beneficio es mutuo. Hasta cabe incluir el caso de los que, sin pertenecer al grupo, pasan de lado y algo les puede resultar atractivo se les queda, o de plano los motiva a pedir permiso para entrar, formar parte del club aunque sea momentáneamente.<br />
<strong>Lo fundamental y que hará que las redes cumplan con su misión y no solo sean una moda radicará en la honestidad y la cohesión mucho más que de sus integrantes, pues estos van y vienen, del concepto mismo detrás de la red. </strong>Concepto, hay que apuntarlo, definido en gran parte mediante el contenido.<br />
Desafortunadamente en el mundo virtual no podemos ir por las avenidas de la información tomados de la mano. Generalmente se trata de un viaje en solitario que si bien puede encontrar estaciones de descanso y formación donde el intercambio cobra carta de personalidad viva y comunicante, es no más que eso, una revista de un hombre solo (léase con todas sus connotaciones). Pero no solioquio, sí aparente monólogo y mejor aún, una nueva manera de diálogo que halla su parangón ni más ni menos que en el género epistolar, tan olvidado hoy. De aquí que entre la página web y las redes sociales surgiera el blog y se sostenga como la principal forma de expresión en línea en la actualidad.<br />
En la medida que las redes sociales vayan fincando una forma integrada de las otras formas de presencia web, las veremos como una suerte de variante de las estructuras familiares, tan cerradas y tan abiertas.</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LETRAS INDEPENDIENTES]]></title>
<link>http://notasavuelapluma.wordpress.com/2008/04/22/letras-independientes/</link>
<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 00:48:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio De la Vega Torres</dc:creator>
<guid>http://notasavuelapluma.es.wordpress.com/2008/04/22/letras-independientes/</guid>
<description><![CDATA[¿Por qué autopublicar? No sólo por las restricciones presupuestales o mercadológicas propias o d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family:trebuchet;">¿Por qué autopublicar? No sólo por las restricciones presupuestales o mercadológicas propias o de editores reconocidos. No nada más como una reacción a la censura y a los criterios editoriales de algunos cretinos. No exclusivamente por aventurar en la procelosa mar literaria, abordo de un humilde cayuco y con disposición a enfrentar la defensa territorial de los grandes galeones de experimentado velamen. No, tampoco, por irredento e irreverente desafío a la competitiva piratería siempre ávida de naves distraídas (indefensas), ingenuas, prostituibles. Y menos -más sería pecar de soberbia-, sobre todo, por seguir la estela de alguna estrella fugaz caída más allá del horizonte.</span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Avô e tia de Isabella depõem na tarde desta terça em São Paulo]]></title>
<link>http://soatualidades.wordpress.com/?p=81</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 15:20:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye14</dc:creator>
<guid>http://soatualidades.es.wordpress.com/2008/04/22/avo-e-tia-de-isabella-depoem-na-tarde-desta-terca-em-sao-paulo/</guid>
<description><![CDATA[Advogados devem recorrer à Corregedoria da polícia para questionar métodos da investigação do c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:12pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#292929;">Advogados devem recorrer à Corregedoria da polícia para questionar métodos da investigação do caso</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:12pt;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:12pt;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#707070;">Os depoimentos do advogado tributarista Antônio Nardoni e de Cristiane Nardoni, avô paterno e tia da menina Isabella Nardoni, estão confirmados para as 16 horas desta terça-feira, 22, no 9º Distrito Policial (Carandiru), zona norte de São Paulo. Os depoimentos estavam inicialmente marcados para sábado, mas foram transferidos após acordo entre a polícia e a família Nardoni. A justificativa foi o desgaste provocado pelos longos depoimentos do pai e da madrasta de Isabella, Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá, na sexta-feira. Eles são oficialmente acusados de matar a menina.</span></div>
<p><span style="font-size:10pt;color:#707070;">A irmã de Alexandre deverá falar à polícia sobre o telefonema que recebeu do pai, na noite da morte de Isabella. Dois funcionários de uma casa noturna teriam procurado a polícia para dizer que Cristiane recebeu um telefonema naquele dia e, antes de sair chorando do estabelecimento, teria dito algo como "meu irmão fez uma besteira". A jovem nega que tenha dito qualquer frase que possa comprometer o irmão.</p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#707070;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="font-size:10pt;color:#707070;">Métodos de investigação</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#707070;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#707070;">Os advogados de defesa de Alexandre e Anna Carolina anunciaram na segunda-feira, 21, que devem entrar nesta terça-feira, 22, com uma representação na Corregedoria da Polícia Civil questionando os métodos de investigação. A principal razão da medida "drástica", como os advogados consideraram, foi o fato de o casal ter sido interrogado na sexta-feira com base em resultados de laudos que não foram apresentados para a defesa e que não constariam do inquérito.</span></div>
<p><span style="font-size:10pt;color:#707070;">"A defesa constatou irregularidades no curso da investigação, como a utilização de laudos a que ninguém teve acesso", diz o advogado Rogério Neres de Sousa. "No depoimento do casal, foi feita a menção a informações que não constam do inquérito, o que, na nossa visão, são provas inexistentes."</p>
<p>O advogado cita a informação de que haveria sangue de Isabella no Ford Ka do casal. "Alexandre e Anna Carolina foram inquiridos sobre o sangue no carro, que os policiais disseram ser com certeza de Isabella. Mas nunca vimos esses laudos. E, pelo que ficamos sabendo pela imprensa, o laudo pericial não aponta que o sangue seja de Isabella. Ou seja, a polícia está usando provas que simplesmente não existem."</p>
<p>O laudo do Instituto de Criminalística (IC) apontou vestígios de sangue na parte traseira do encosto do banco do motorista, no assoalho do carro e na cadeirinha de bebê. Mas a quantidade de material achado não permitiu a realização do exame de DNA, que determinaria se o sangue era ou não de Isabella.</p>
<p>Na sexta feira, logo após o interrogatório, o casal foi indiciado por homicídio doloso triplamente qualificado: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Assim, Alexandre e Anna Carolina passaram da condição de averiguados à de suspeitos no inquérito - o termo indica que a polícia descarta a hipótese de envolvimento de outras pessoas no crime. A defesa, no entanto, continua afirmando que haveria uma terceira pessoa na cena do crime.</p>
<p>"É preciso ampliar a investigação", diz Rogério Neres de Sousa. Os advogados pretendem provar duas teses: a de que a segurança do prédio era precária, e qualquer um poderia ter entrado no dia do crime; e a de que a família vivia harmoniosamente, sendo que Isabella e a madrasta eram muito próximas. "Temos uma testemunha que assumiu ter entrado diversas vezes no edifício por uma porta lateral sem nunca se identificar. Por que a polícia não leva isso em conta?"</p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;">Não deixe de ver:</span></em></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span><span style="color:#3366ff;"><a title="Permanent Link to Avô de Isabella diz acreditar em inocência de casal" rel="bookmark" href="http://soatualidades.wordpress.com/2008/04/18/avo-de-isabella-diz-acreditar-em-inocencia-de-casal/">Avô de Isabella diz acreditar em inocência de casal</a></span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;"><a title="Permanent Link to Maioria do Senado se diz contra terceiro mandato" rel="bookmark" href="http://soatualidades.wordpress.com/2008/04/11/maioria-do-senado-se-diz-contra-terceiro-mandato/"><span><span style="color:#3366ff;">Maioria do Senado se diz contra terceiro mandato</span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;"><a title="Permanent Link to Nunca é ruim saber demais." rel="bookmark" href="http://soatualidades.wordpress.com/2008/04/10/nunca-e-ruim-saber-demais/"><span><span style="color:#3366ff;">Nunca é ruim saber demais.</span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;"><a title="Permanent Link to Richard Gere lidera ato pró-Tibete em São Francisco" rel="bookmark" href="http://soatualidades.wordpress.com/2008/04/09/richard-gere-lidera-ato-pro-tibete-em-sao-francisco/"><span><span style="color:#3366ff;">Richard Gere lidera ato pró-Tibete em São Francisco</span></span></a></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;color:#000000;"> </span></em></p>
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</item>
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<title><![CDATA[Indicios de que iPhone contará con procesadores Intel]]></title>
<link>http://al93.wordpress.com/2008/03/13/indicios-de-que-iphone-contara-con-procesadores-intel/</link>
<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 00:08:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>al93</dc:creator>
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<description><![CDATA[Si algo debe quedarnos claro y aceptarlo como un hecho irrefutable es el éxito que ha cosechado el ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Si algo debe quedarnos claro y aceptarlo como un hecho <em>irrefutable </em>es el éxito que ha cosechado el <a href="http://www.apple.com/iphone"><font color="#0088cc">iPhone</font></a> desde el mismo día de su lanzamiento. Si bien es cierto que la política de <a href="http://www.apple.com/"><font color="#0088cc">Apple</font></a> es, cuando menos, <em>polémica </em>debido a la presencia del mismo en algunos países dejando de lado otros cuyo <em>mercado potencial </em>quizá sea mayor, sólo obedece a las <em>normas de mercado</em> impuestas por la compañía con respecto a las operadoras de telefonía.</p>
<p><img align="left" width="273" src="http://es.appleweblog.com/wp-content/uploads/2008/03/intel_iphone_highlighted.jpg" alt="iPhone con arquitectura Moorestown" height="186" class="derecha-borde" />Sin duda, el acuerdo mediante el cual todos los ordenadores “<em>Designed by Apple in Californi</em>a” se construyen siguiendo una arquitectura <strong>x86 </strong>de Intel, puede ser extensible a los <em>dispositivos móviles</em> que tengan previstos en un futuro.</p>
<p>Ya teníamos el rumor de que Apple adoptaría <a href="http://es.appleweblog.com/2007/12/24/apple-podria-adoptar-la-nueva-gama-de-procesadores-de-intel-de-ultra-bajo-consumo/"><font color="#0088cc">la plataforma Silverthorne</font></a> de del fabricante, En una presentación que se ha filtrado en la red, Intel presenta los planes de mercado y desarrollo de sus próximos procesadores <em>Menlow </em>y, el hasta ahora desconocido, <em>Moorestown</em>.</p>
<p>Con esto ya damos por supuesto que en los países donde no ha comenzado ya la distribución del terminal sea la <em>segunda generación</em> del mismo la que se venda (¿o <em>la tercera</em>?), lo que no está tan claro ya es qué <em>arquitectura de procesador</em> va a ser la utilizada.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Capítulo 1: Indicios]]></title>
<link>http://sangredorada.wordpress.com/2008/02/01/capitulo-1-indicios/</link>
<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 00:25:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Valentín</dc:creator>
<guid>http://sangredorada.es.wordpress.com/2008/02/01/capitulo-1-indicios/</guid>
<description><![CDATA[Una ciudad gris, con calles grises, con gente que muchas veces suele ser gris. Así es Santiago, la ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Una ciudad gris, con calles grises, con gente que muchas veces suele ser gris. Así es Santiago, la capital de Chile, o al menos así es el centro. No siempre es así, muchas veces pareciera que toma colores, y que la gente de pronto se vuelve agradable. El viejo optimismo de pintar el asfalto. Algo más o menos de ese estilo era la personalidad de Diego, un niño de diez años de edad, que iba a un colegio cualquiera en la comuna de Ñuñoa, a pesar de vivir en Peñalolén. Era de contextura promedio, pues se alimentaba bien dentro de lo que el factor económico le permitía, y tenía el pelo castaño oscuro, de un tono que a veces se confundía con negro y a veces con café, en los días más soleados. Medía algo así como metro y cuarenta y tres, siendo promedio dentro de la estatura de su clase. Tenía la cara un poco redonda, y una nariz algo pequeña en cuanto a proporciones faciales. Su tez era más bien oscura, similar al color de un zambo. Dentro de todo era un niño feliz: no destacaba en notas en su clase, pero tampoco se dejaba aplastar por el aburrimiento y el sometimiento de asistir cada día a clases, a oír muchas cosas que no le interesaban siempre. Sus padres, a pesar de estar separados, eran bastante unidos (muy buenos amigos) y no dejaban de expresarle el cariño que sentían por él. Quizá era eso lo que a ratos le incomodaba: tener que viajar de la casa de uno a la del otro.<!--more--> Vivía con su madre, Casandra, en un pequeño departamento en avenida Grecia, de esos que les dicen blocks. Ella era una mujer muy esforzada, que trabajaba de cajera en un supermercado y acompañaba a Diego al colegio todas las mañanas. Era muy delgada y usaba su largo y ondulado pelo tomado en una cola que casi nunca soltaba. Su padre, quien un tiempo después de separarse de su madre se volvió alguien de dinero abundante, vivía en Providencia, también en un departamento, claro que mucho más espacioso que el de su madre. Él, Gerardo, trabajaba en una constructora (era ingeniero) y tenía un auto muy grande en el que a Diego siempre le habría gustado andar como conductor.</p>
<p class="MsoNormal">El día típico de Diego era ir al colegio y luego de tratar de hacer un momento las tareas (tenía serios problemas de concentración) ir a jugar con los amigos que tenía por el barrio. Con ellos iban de plaza en plaza jugando, haciendo la cosa que se les ocurriera en el momento. A veces se aventuraban a ir a caminar lejos, llegando a veces caminando a José Arrieta, otra avenida bien amplia en la que había una especie de condominio en el que vivían solo militares y sus familias. No le gustaba mucho pasear por ahí, las entradas del condominio muchas veces estaban protegidas por militares vestidos y armados de rostros duros y amenazantes, que le hacían sentir un no sé qué al chico. Antes de que oscureciera (muchas veces justo cuando se daba cuenta de que estaba oscureciendo), Diego corría a su casa a esperar a su mamá, que llegaba a eso de las ocho de la tarde, casi siempre quejándose del transporte público y de su supervisor, un gordo de bigote negro que se hacía el simpático con la mayoría de las personas. Comían y luego se acostaban en la única cama que tenían a ver televisión hasta que se quedaban dormidos. Cada dos fines de semana iba al departamento de su padre. Él pasaba a buscarlo en su ostentoso auto, que atraía la atención de todos los vecinos, y se iban rápidamente hasta Providencia, en donde Diego no se divertía tanto como en su barrio. Allá no conocía a nadie, y casi lo único que hacía (por eso mismo) era ver televisión y comer mucho junto a su padre, quien en la semana andaba tan ocupado que casi ni hablaba con él. Cuando salía a caminar por esas calles (que a veces le parecían mucho más limpias que las calles de su barrio) no se entretenía mucho. Veía a mucha gente, casi siempre mayor, paseando perros y leyendo. A pesar de eso, Diego le tenía mucho cariño a su padre, aunque no lo sentía tan cercano como a su madre.</p>
<p class="MsoNormal">En el colegio todo era distinto. La cantidad de niños y jóvenes que salían al patio de recreo eran tantos que era imposible no hacerse amigos y, cómo no, enemigos. Entre los mejores amigos de Diego estaban Tomás, un gordito muy simpático a quien separarlo del televisor en su casa era toda una hazaña, y Hernán, un niño robusto muy inteligente que ayudaba, por su tamaño, a ahuyentar a los que buscaban problemas. Eran casi inseparables, excepto cuando se iban del colegio. Vivían lejos: Tomás vivía en La Florida y Hernán en Puente Alto. Casi siempre se iban juntos en el primero microbús que tomaban, pero luego se tenían que separar. A veces los fines de semanas se iban, cuando Diego lograba convencer a su mamá de lo dejara andar solo en locomoción pública. Respecto a lo académico, como ya he dicho, Diego no destacaba, incluso a veces se ganaba unas palabras de decepción de su madre cuando sus notas bajaban a pique. En esos tiempos su madre no lo dejaba salir tanto (aunque de todas formas se escapaba cuando ella trabajaba) y le pedía que se concentrara más en clases. Para Diego no era tanto como que no se concentrara en clases, y eso era lo que no entendía el resto. Más de alguna vez le habían hecho ir a un psicopedagogo (pagado por su padre, claro), que, se supone, le enseñaba maneras de estudiar y concentrarse más. Todo esto era inútil, pues no era que el chico no se concentrara, sino que se concentraba en otras cosas, en cosas que pasaban a su alrededor y que le llamaban la atención, cosas que no siempre veía el resto y que parecían seguir a Diego a donde fuera. Por ejemplo, casi siempre en clases animales aparecían en las ventanas, que parecían vigilar a Diego, pues lo miraban fijamente durante un buen rato hasta que desaparecían, simplemente. Casi siempre eran gatos o pájaros, a los cuales el chico se les quedaba mirando fijamente hasta que el profesor le llamara la atención: era lo malo de sentarse en primera fila. Pero no se reducía al colegio, muchas veces Diego tenía un aire como de ido, pues también en la calle, cuando salía a jugar con sus amigos, le pasaban cosas. Muchas veces le pareció ver luces blancas que volaban, que, extrañamente, cuando se las señalaba a sus amigos, éstos no las veían y le decían que dejara de molestarlos.</p>
<p class="MsoNormal">Todo eso enmarcaba lo que podríamos denominar la normalidad dentro de la vida de Diego. Claro que había cosas que resaltaban, que escapaban de este marco. Una de esas cosas sucedió en Noviembre, un día que nublado, de los últimos de invierno. Había salido<span>  </span>jugar con sus amigos y estaban en José Arrieta, frente a la entrada del condominio en donde vivían los militares. A varios de sus amigos se les había ocurrido ir a hacerles morisquetas a los militares que cuidaban las entradas, y estuvieron un buen rato en eso. Estaban pasándolo de lo mejor, riéndose a carcajadas viendo cómo los rostros duros de los militares temblaban para no alterarse cuando veían las morisquetas de los niños, conteniendo risas estrepitosas que no debían expresar. Cuando ya se acercaba la noche y los cuidadores hicieron cambio de turno, el militar a quien toda la tarde habían molestado se dispuso a cruzar la calle. Probablemente era para ir al paradero de microbuses que estaba en la acerca en la que estaban los chicos, pero ellos creyeron que iría a cobrar venganza. Tanto fue el pánico que les entró que corrieron en todas direcciones, sin saber hacia dónde ir para refugiarse. De este modo, todos se separaron, quedando Diego corriendo sin parar por pequeñas calles que no conocía del todo. Subió un poco más hacia la cordillera, corriendo a la velocidad que sus piernas le permitían, hasta que se halló en una plaza en la que nunca había estado. Se detuvo en seco, y se agachó un poco mientras jadeaba. Una vez que recuperó el aire, alzó la vista en todas direcciones, intentando intuir en donde se encontraba. Había oscurecido, y las calles que le permitían salir de esa plaza no tenían demasiada luz, por lo que orientarse le resultaba muy difícil.</p>
<p class="MsoNormal">-¿Te ayudo? –dijo una voz a sus espaldas. Diego volteó y vio a menos de un metro de él a un joven alto, que medía más de tres cabezas que él y que lo miraba desde la altura. Llevaba un jockey puesto y estaba acompañado de un joven más, que miraba en todas direcciones, como si estuviera esperando algo.</p>
<p class="MsoNormal">-Si -comenzó a decir Diego, algo intimidado por la corta distancia que guardaba del joven. Dio un paso hacia atrás y lo miró con atención a los ojos-. No sé dónde estoy y se supone que deberías estar en mi casa hace rato… mi mamá debe estar preocupada.</p>
<p class="MsoNormal">-Ah, tienes que ir a tu casa –dijo el joven, con un tono como si en realidad esas palabras no significaran nada. Hablaba rápido y, mientras lo hacía, se acercaba a Diego, quien, intimidado, intentaba alejarse -. Tranquilo, no te asustes, si no te voy a hacer nada.</p>
<p class="MsoNormal">Comenzaba a acercarse cada vez más y Diego torpemente caminaba hacia atrás, sin saber que pronto toparía con un poste de luz que no alumbraba nada. Una vez hubo topado, tragó saliva lentamente, nervioso, ahora ya sabiendo las intenciones del joven, que se acercaba más y más. Sin pensarlo dos veces, Diego se corrió hacia un lado, dispuesto a comenzar a correr a toda velocidad hacia donde fuera con tal de separarse de esos jóvenes. Sin embargo, una mano grande y descuidada lo tomó por el cuello de la camisa, ahorcándolo levemente mientras lo mantenía en el lugar en el que había quedado.</p>
<p class="MsoNormal">-Epa, epa, ¿a dónde crees que vas? –le dijo la voz del joven a sus espaldas, mientras Diego se llevaba las manos al cuello, adolorido. Sintió unos pasos, probablemente del segundo joven, que se acercaba más –. Te dije que podía ayudarte y tú te escapas… tienes muy mala educación, chico.</p>
<p class="MsoNormal">Una vez dicho esto, el joven tiró con más fuerza el cuello de la camisa de Diego, acercándolo hacia sí. Pero Diego no alcanzó a topar con el joven, porque un par de centímetros antes el joven detuvo el tirón, haciéndole sentir al chico la punta de algo punzante en la espalda. Un cuchillo, sin duda. Una gruesa gota de sudor frío cayó de su sien y sintió cómo el nerviosismo se apoderó de él. El segundo joven, luego de haber mirado dos veces alrededor, se acercó a Diego y le metió las manos en los bolsillos, revisándolo. Halló las llaves de su casa, las tiró al piso y siguió revisándolo, sin encontrar nada.</p>
<p class="MsoNormal">-¿No tiene na’? –dijo, incrédulo, el joven que lo tenía agarrado y amenazado. Luego de un gesto de negación del segundo joven, lo empujó hacia delante, haciendo que Diego chocara con el otro joven y cayera el piso. Se levantó con toda la rapidez con la que pudo e intentó correr nuevamente, logrando resultados similares. Alguno de los dos jóvenes lo tomó por los hombros y lo volteó, dejándolo frente a él. Acto seguido, sacó un cuchillo de su bolsillo, y fue allí cuando ya nada fue lógico. Una gran bola de luz surgió en el espacio entre Diego y el joven que se disponía a apuñalarlo, al tiempo que sonaba un estruendo. La bola de luz se expandió rápidamente, hasta dejar cegado a Diego por unos segundos. En esos escasos segundos, oyó cómo gritaban ambos jóvenes, seguido del ruido que hacen las cosas cuando caen al suelo desde una altura considerable.</p>
<p class="MsoNormal">Cuando recuperó la vista, vio a ambos jóvenes tendidos en el piso, moviéndose levemente, como si estuvieran adoloridos. Sin entender nada, ni querer hacerlo, Diego salió corriendo por una de las pequeñas calles que colindaban con la plaza en la que estaba, dejando sus llaves y un grandísimo susto tirado en la plaza. Corrió y corrió sin pensar ni verificar hacia dónde lo hacía, hasta que luego de unos minutos que le parecieron eternos llegó a avenida Grecia. No se detuvo, una vez hubo reconocido el lugar en el que estaba, dobló por la esquina y siguió corriendo hasta llegar a la puerta de su casa. La golpeó frenéticamente y, un par de segundos más tarde, su madre abrió la puerta con un rostro que expresaba la mayor de las preocupaciones.</p>
<p class="MsoNormal">-Diego, ¡por Dios! –dijo, con una voz aliviada y enojada, abrazándolo -. ¿Dónde te habías metido a esta hora? Estaba tan preocupada…</p>
<p class="MsoNormal">Por primera vez en mucho tiempo Diego sintió cómo una lágrima caía desde su ojo izquierda, producto de tantas emociones y, a partir de ese día, nada volvió a ser lo mismo.</p>
<p class="MsoNormal">***</p>
<p class="MsoNormal">Luego de unas semanas, varios intentos de convencer a sus amigos de que no mentía y varias ocasiones en las que quedó como un mentiroso y un tonto, la vida de Diego parecía ir hacia el marco de normalidad del que hablé anteriormente. Sin embargo, y como dije también anteriormente, a partir del día en que intentaron a asaltar al chico nada volvió a ser lo mismo, y eso incluía a Diego. Después de contarles la historia varias veces a sus amigos tanto del colegio como a los de su barrio, Diego había quedado casi como el loco del grupo, excepto por Jonathan, un chico nuevo del barrio que parecía no ser tan reacio a creer la historia. A pesar de que en realidad Diego no creía que el chico le creyera, sino que lo hacía para caer bien, se sintió muy agradecido. Al menos tomó a todos por sorpresa, y con eso le bastaba. En casa también cambiaron las cosas: su madre realmente se había preocupado cuando Diego le contó la historia, pero no comentó nunca –Diego creía que por su preocupación – la parte de la historia del destello y el estruendo. Se preocupó mucho por las andanzas de Diego por la calle, y hasta pensó en no dejarlo salir sin un adulto, a lo que el chico se opuso rotundamente, negándose a obedecer a cualquier cosa que su madre le dijera en relación a no salir. La reacción de su padre fue similar, aunque, como siempre, un poco más distanciada. Tuvo tiempo para contarle el fin de semana siguiente, cuando fue a su casa. Apenas se lo dijo, el fornido hombre guardó unos minutos de silencio, con los ojos fijos en el televisor. La quietud de la habitación era tanta que parecía que algo fuera a explotar, como si el ruido que no había en ese momento se fuera acumulando hasta ya no poder más. Finalmente su padre le dijo que tuviera más cuidado, que no saliera tanto. La simpleza de la respuesta fue como un peñasco en la morena cara de Diego. Quizá fuera porque mientras más crecía más maduraba y se daba cuenta de las sutilezas, o quizá simplemente fue una equivocación, pero sentía que cada vez que veía a su padre se distanciaba más de él. Muchas veces le preguntaba diversas cosas sobre su oficio, sobre qué cosas hacía en la semana, pero su padre simplemente le decía que no era tiempo para eso, y cambiaba el tema. Y desde que le contó acerca del suceso de los asaltantes, esa distancia pareció agrandarse abismalmente. Parecía que a partir de ese suceso el único refugio contra la indiferencia de su padre y la paranoia de su madre eran sus amigos, quienes después de unos días de que Diego no insistió con el tema comenzaron a olvidarlo y todo volvió a la “normalidad”, o al menos eso creyó.</p>
<p class="MsoNormal">La normalidad que tanto anhelaba Diego no volvió. Y no era que la anhelara porque no le gustaran las cosas que le pasaban (a nadie le habría gustado que lo apuñalaran), sino por el trato que recibía de la gente cada vez que contaba esas historias. No sabía si era sensación suya o si de verdad pasaba, pero más o menos desde la fecha del suceso, las visitas de animales a la ventana de su sala de clases y las luces blancas que lo seguían eran cada vez más frecuentes. Era tal el grado de anormalidad que parecía estar alcanzando la vida del chico que un día de la semana siguiente al suceso, estando en clases, un grupo de tres palomas y cuatro gatos ocuparon las ventanas de su salón, mirándolo fijamente, tal y como hacían individualmente en otras ocasiones. En esa ocasión simplemente no supo qué hacer. Se quedó con los ojos como platos mirando la ventana, hasta que el profesor lo regañó, quedando en ridículo frente a toda la clase por su cara de sorpresa (lo cual no era poco, pues eran cerca de cuarenta estudiantes). Luego de ese día Diego se decidió a averiguar qué sucedía; eran demasiadas las cosas extrañas que pasaban a su alrededor y la necesidad de saber qué era lo que tenía que lo hacía ver cosas que el resto no veía le intrigaba demasiado, sin embargo no sabía ni por dónde empezar ni cómo iba a terminar. ¿Cómo averiguaría qué pasaba? ¿Qué tenía que hacer para averiguar qué querían todos esos animales, qué eran, qué buscaban? ¿Y las luces? ¿Y el suceso en la plaza? Tenía demasiadas preguntas en la cabeza y muy pocas ideas de cómo resolverlas y eso le angustiaba un poco, pero más le angustiaba que nadie lo entendiera, que nadie viera las cosas que él veía, que nadie le creyera.</p>
<p class="MsoNormal">Diego estuvo un poco deprimido las siguientes semanas. Luego de clases solía irse caminando a casa, un trecho bastante largo, de algo así como una hora. Y es que seguía con las preguntas rondándole en la cabeza y, como en esos días comenzaba a hacer más calor, irse a casa en el microbús (que a la hora que él salía del colegio iba particularmente lleno) era bastante desagradable, por decir lo menos. Así pasó varios días, reflexionando, incluso había días en los que no salía con sus amigos, y se quedaba tendido en su cama mirando el techo, pensando, cavilando, inventando historias, enfermedades y todo tipo de cosas que explicaran las cosas que le ocurrían, pero nada conclusivo.</p>
<p class="MsoNormal">Llegó Diciembre y con él la capital se imbuía por las tardes de un calor insoportable. Era común que los chicos al volver del colegio llegaran a casa con grandes manchas de sudor en las camisas, sobre todo Diego, quien iba caminando hacia la suya. Fue uno de esos días de calor que su decisión de averiguar a toda costa qué era lo que pasaba pareció estar tan cerca. En realidad siempre estuvo cerca, solo que al chico no se le había ocurrido antes una posibilidad tan descabellada. Así, en una tarde de la primera semana de Diciembre especialmente calurosa, estando Diego en clases, algo atontado por el excesivo calor que había al interior de la sala de clases, vio una vez más al grupo de siete animales posados en la ventana, atentos a cada movimiento del chico. Levantó la mano rápidamente, pidiendo atención al profesor. Una vez el viejo profesor de cabello blanco y vestido con una camisa arremangada y una corbata a rayas lo hubo mirado a través de sus enormes anteojos con un gesto de extrañeza, Diego preguntó con palabras atropelladas si podía ir al baño, a lo que el profesor contestó un “sí” lentamente con la cabeza. Apenas hubo visto que la cabeza del profesor comenzaba a moverse, el chico salió disparado por la puerta, corriendo a toda velocidad por el pasillo, bajando la escalera y corriendo por el pasillo del primer piso, hasta llegar a una esquina por la que dobló y corrió hasta el costado del colegio, un estrecho hueco entre el edificio y la reja que delimitaba el recinto. Desde allí podía ver la ventana de su salón: segundo piso, quinta ventana desde donde estaba hacia la entrada del colegio. Una vez fijó su mirada allí, desde la ventana le devolvieron la mirada tres palomas y cuatro gatos, los cuales al instante volaron y saltaron al suelo, respectivamente. Diego no esperó: esa era su oportunidad, aunque no sabía exactamente de qué. Simplemente corrió al lugar en donde habían caído los gatos, los cuales a su vez corrieron hacia la entrada del colegio, en donde se escabulleron entre los barrotes y siguieron corriendo por la calle. Cuando el chico estuvo frente a la reja, un debate interno comenzó a desatarse en su interior. Finalmente tomó una determinación. Esa era la oportunidad de averiguar qué había detrás de todos los extraños hechos que sucedían a su alrededor, y valía la pena correr el riesgo de ser descubierto por el inspector o el portero. Trepó con dificultad por la reja, sin preocuparse por si alguien lo veía, y saltó hacia el otro lado. Luego de estabilizarse, comenzó a correr tras el único gato que en ese momento veía, un gato gris un poco más grande de lo normal que doblaba por una esquina en ese preciso instante. Dobló por la misma esquina y siguió corriendo, esquivando a la gente que caminaba por la acera, de los cuales recibió más de un insulto, pero no le importó. A él solo le importaba atrapar a ese gato y averiguar (no sabía cómo) qué era lo que quería. Corrió cerca de quince minutos tras el gato, hasta que, al cruzar una calle, el gato trepó por una pared de una casa y se perdió de vista. Diego se detuvo, jadeante, maldiciendo. Había perdido su única oportunidad de averiguar qué pasaba a su alrededor, así como así. Distraído, volvió al colegio caminando, sin pensar siquiera en lo que estaba haciendo y en lo que le causaría la torpeza que estaba a punto de cometer. Luego de veinte minutos de caminar llegó, aún sumido en sus pensamientos y enrabiado consigo mismo por no haber atrapado al gato. En la puerta lo estaban esperando el profesor que lo había dejado ir al baño junto al inspector, ambos con severas miradas en contra de Diego y con un rostro de enfado que nunca antes había visto en nadie.</p>
<p class="MsoNormal">-Parece que estamos en problemas, señor Acuña –le dijo el inspector, un hombre mayor de bigote negro, delgado, que lo miraba ahora con un rostro que le pareció a Diego que no solo expresaba enfado sino también satisfacción.</p>
<p class="MsoNormal">La distracción le costó una reunión de la directora del liceo con su madre y que peligrara su lugar en el establecimiento: cualquier otra falta a las normas le costaría la expulsión. Lo primero que hizo su madre fue preguntarle qué había pasado. Diego le contó, dolorosamente (pues sabía cuál sería la reacción de Casandra), con lujo de detalles lo que había pasado. Ante la historia, su madre hizo una mueca muy parecida a una mueca de dolor y le dijo que no podría salir más durante las tardes, hasta que hubiera hecho todas las tareas. Para Diego daba igual, de todos modos su madre seguía con el mismo horario de trabajo. Pero no le dio igual finalmente, pues su madre le comunicó, con un semblante muy serio, que iría una vecina todos los días a verificar que hubiera hecho sus deberes. Creía que su madre nunca llegaría a tal extremo. En general tenían una relación muy buena, muy comunicativa, pero, desde que habían comenzado a pasar todas las cosas extrañas, había cambiado. Diego la notaba más preocupada, le preguntaba mucho más cómo se encontraba y cómo se sentía, como si pensara que el chico había enloquecido o algo parecido. De hecho, fue esa la conclusión que obtuvo Diego un par de días después, cuando su madre, al llegar del trabajo, le comunicó que quería que fuera a un psicólogo. Protestó como nunca lo había hecho, enfadado, ofendido. Su madre simplemente fingió no oírle, y le dijo que se comunicaría con su padre para arreglar el tema monetario con respecto al psicólogo. Se fue al único dormitorio de la casa, en donde estaba el teléfono. Diego, aún sorprendido, se quedó parado en la puerta de la casa, pensativo. No podía creer que su madre no le creyera y le fuera a enviar a un psicólogo. ¿Qué pretendía? ¿Creía que él iba a dejar de ver esas cosas por ir una vez a la semana a conversar con una persona? Sí, en algún momento él también pensó que podría ser parte de su imaginación, pero a fin de cuentas se sentía traicionado, como si su madre se hubiera pasado a otro bando, dejándolo totalmente solo.</p>
<p class="MsoNormal">Un grito interrumpió sus pensamientos. Era su madre y parecía estar gritándole a su padre a través del teléfono.</p>
<p class="MsoNormal">-Pero, ¿qué es lo que te pasa? –decía, en voz muy alta, con el auricular en la oreja-. ¿Crees que te miento? Te estoy diciendo que Diego está viendo cosas, que llega y me cuenta un montón de historias sobre luces, animales que lo vigilan, ¿qué quieres que haga?</p>
<p class="MsoNormal">Un momento de silencio, en el que su padre seguramente le estaba dando explicaciones. Nunca había oído algo parecido… sus padres se habían llevado siempre muy bien, pero al parecer su padre se oponía a enviarlo al psicólogo. A pesar de que eso significaba que probablemente se estuviera poniendo de su bando, Diego no se alegró. Estaba muy dolido con su padre, por su indiferencia, porque nunca hablaba con él, porque sentía que no era su padre sino un hombre que lo sacaba a pasear fin de semana por medio. Se fue a la cocina, simplemente para no escuchar lo que decía su madre. No dio resultado por completo, de todas formas escuchaba el griterío. Sin embargo, luego de unos minutos apareció su madre en la cocina, diciendo algo así como que Gerardo no entendía nada y que era un pésimo padre, que no sabía qué le pasaba, que él no era así y muchas otras cosas que Diego no se molestó en escuchar. Simplemente salió de la cocina y se fue a ver televisión hasta que se quedó dormido, como de costumbre.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[REVISTA DE UN HOMBRE SOLO (1a. parte)]]></title>
<link>http://vetacreativa.wordpress.com/2007/09/20/isla-veta/</link>
<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 07:26:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio De la Vega Torres</dc:creator>
<guid>http://vetacreativa.es.wordpress.com/2007/09/20/isla-veta/</guid>
<description><![CDATA[Incursionar en la forma expresiva del blog me ha resultado toda una aventura, que a cada paso se rev]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a title="Comunicación y soledad" href="http://vetacreativa.wordpress.com/files/2007/09/mpj038681100001.jpg"><img src="http://vetacreativa.wordpress.com/files/2007/09/mpj038681100001.thumbnail.jpg" alt="Comunicación y soledad" align="right" /></a>Incursionar en la <strong>forma expresiva del blog</strong> me ha resultado toda una aventura, que a cada paso se revela aún más <strong>fascinante</strong>.</p>
<p align="justify">Si al principio la vi con cierta superficialidad, e incluso como una simple <strong>versión </strong>tecnificada y relativamente pública del <strong>diario </strong>o las <strong>bitácoras </strong>personales, pronto descubrí que no sólo para mis fines profesionales sino para quien, como yo, se interesa en el <strong>fenómeno comunicativo</strong> en sí mismo, es uno de los medios idóneos para observarlo de cerca en una de sus <strong>facetas</strong>.</p>
<p align="justify">Hace tiempo tuve el prurito de crear una <strong>revista</strong>. Tenía la experiencia de editar un medio impreso de esa naturaleza y creí que sería algo similar. Estaba muy lejos de la <strong>verdad</strong>. El medio mismo da un <strong>carácter </strong>muy <strong>distinto </strong>al concepto mismo de revista.</p>
<p align="justify"><a title="Indicios Magaz�n-e" href="http://indiciosmagazine.wordpress.com"><strong>Indicios Magazín-e</strong></a> nació bajo la premisa de servir como <strong>reservorio </strong>y <strong>aparador </strong>de noticias, comentarios e información que diera luz sobre ciertas señales o "indicios" reveladores de la <strong>dinámica comunicacional</strong> en sus <strong>distintos planos</strong>. Con las primeras entregas hube de percatarme que mi revista, a modo de <strong>isla </strong>sin marcar sobre el mapa, más bien se presentaba (y lo sigue haciendo, y qué bueno) como el resultado del repaso y las miradas furtivas de un hombre solo dedicado a explorar en su <a title="VETA Creativa" href="http://vetacreativa.netfirms.com"><strong>VETA Creativa</strong></a>. Pero, ¿de veras estaba solo?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[EMPRESA Y DIGNIDAD (1a. parte)]]></title>
<link>http://tiempoydestiempo.wordpress.com/2007/06/23/empresa-y-dignidad-1a-parte/</link>
<pubDate>Sun, 24 Jun 2007 01:46:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio De la Vega Torres</dc:creator>
<guid>http://tiempoydestiempo.es.wordpress.com/2007/06/23/empresa-y-dignidad-1a-parte/</guid>
<description><![CDATA[Derechos individuales vs. empresariales
Por Arrigo Coen Anitúa
Foto: Revista electrónica Correo de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#cc0000;"><em>Derechos individuales vs. empresariales</em></span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;"><em><span style="font-family:times new roman;">Por Arrigo Coen Anitúa</span></em></span></strong><br />
<span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#000000;"><strong><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"><strong>Foto:</strong> </span><a href="http://www.correodelmaestro.com/anteriores/2007/febrero/sentidos129.htm"><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"></span></a>Revista electrónica <a href="http://www.correodelmaestro.com/anteriores/2007/febrero/sentidos129.htm">Correo del Maestro</a></strong></span></p>
<p><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#000000;"></span><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#000000;"><strong> </strong></p>
<p align="justify"><strong><a href="http://bp1.blogger.com/_BB1CgGiuf1U/Rn3RYXmduII/AAAAAAAAAI8/M07WBUvyWzI/s1600-h/Arrigo_Cohen.jpg"><img src="http://bp1.blogger.com/_BB1CgGiuf1U/Rn3RYXmduII/AAAAAAAAAI8/M07WBUvyWzI/s200/Arrigo_Cohen.jpg" style="float:left;margin:0 10px 10px 0;" border="0" /></a><span style="font-size:78%;">Fuente:</span></strong></p>
<p><span style="font-size:78%;"> "La empresa y la dignidad profesional del individuo", Revista <strong>El Publicista</strong> Año 2 No. 24 1982, México, D.F.</span></p>
<p></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:78%;"><span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"><strong>Versión:</strong> <strong><em>Antoine Castel Veiga</em></strong>, para <strong><a href="http://indiciosmagazine.blogspot.com/">Indicios Magazín-e</a></strong></span><span style="font-family:trebuchet ms;"></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"><span style="font-size:78%;"><strong>NOTA:</strong> El autor de las palabras aquí recuperadas y que publicaremos en tres partes falleció recientemente, el 12 de enero de 2007. Nuestra intención es rendirle un modesto homenaje mostrando la estatura de su calidad académica e intelectual, así como la frescura de su pensamiento, sobre todo en una actualidad cuando las referencias a su nombre en la red alcanza aproximadamente las 16,100 notas. El texto fue publicado originalmente en el No. 44 del Boletín MPM de agosto de 1968.</span><br />
</span><br />
<span style="font-family:trebuchet ms;">El mercado de nuestro tiempo se ha convertido en un mecanismo de demanda, abstracta e impersonal; no importa hoy tanto el valor de utilidad de un producto cuanto su valor de cambio; esto es que, por muy bueno que sea lo que ofrece, si su oferta es mayor que la demanda, disminuye su valor.</span>
</p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;">Y hay individuos que se sienten mercancía: se juzgan a sí mismos, no por lo que saben y por lo que son capaces de hacer, sino por lo que en el mercado se cotizan sus servicios. Y esto hadado origen, de un tiempo a esta parte, a uno como mercado de la personalidad, en el que todo depende, para el logro del buen éxito individual -no importa que sea empleado, vendedor, profesional, artista, científico, pólítico o politicastro-, de la aceptación de aquellos que contratan los servicios, o los representantes para vender obras o aptitudes.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;">Dicho de otro modo: ya el valor de utilidad de un individuo no es suficiente, si bien, hasta cierto punto, sigue siendo una condición necesaria, en la mayoría de los casos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;">Es trágico que el éxito dependa, en sumo grado, de cuán bien sepa venderse la persona que en el mercado del terreno en que va a desempeñarse, y que solamente en casos de excepción el triunfo sea el resultado de la habilidad del individuo apoyada con cualidades de decencia, integridad y honradez.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;">Si fuera suficiente contar con lo que se sabe y con las propias capacidades, uno se estimaría por su justo valor de utilidad. Pero, ahora, es neesario saber venderse como mercancía, y esto es lo que modela la actitud hacia uno mismo, pues el no conocer la propia imagen de mercado, deja al sujeto perplejo. Si, como su propio vendedor, en calidad de mercancía, tiene buen éxito, entonces se estima valioso; pero si no, piensa que carece de valor, y que carecen de valor los méritos que sabe que tiene.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;">Porque siente que depende de una demanda fluctuante y así, el individuo cuyo caracter se orienta en este modo mercantilista, tiene la constante necesidad de confirmar su valor y, como son las altibajas del mercado las que determinan la demanda, se destruye el sentido de la dignidad personal, la cual, en el caso de cualquier actividad específica, es la dignidad profesional.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#3333ff;"><strong>No para ahí la cosa</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;">En oposición al individuo maduro y productivo, que deriva su sentimiento de identidad -o sea que se siente persona- del saberse unificado a sus capacidades, y que dice "soy lo que sé y lo que produzco", el sujeto de carácter mercantil no se autorrealiza en sus capacidades porque no las siente como valores propios, sino como valores ajenos a él, pues cree que valen lo que otros dicen que valen. Entonces, falto de ese sentimiento de identidad, de esa conciencia del propio valor, se vuelve tan inestable como es inestable su autoestimación, pues tratará de ser, no lo que es, ni ol que quisiera ser conforme a su escala de valores personal, sino lo que cree que quien lo contrata quiere que sea.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;">¿Qué vende, entonces? No vende productividad, ni siquiera se vende a sí mismo tal como es, sino que vende, simplemente, adaptación.</span></p>
<p align="right"><span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"><strong>(Continuará.)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Indicios Magazín-e: Año 1, Vol. 1, Núm. 1]]></title>
<link>http://indiciosmagazine.wordpress.com/2007/05/25/indicios-magazin-e-ano-1-vol-1-num-1/</link>
<pubDate>Sat, 26 May 2007 01:42:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio De la Vega Torres</dc:creator>
<guid>http://indiciosmagazine.es.wordpress.com/2007/05/25/indicios-magazin-e-ano-1-vol-1-num-1/</guid>
<description><![CDATA[Sucede en ocasiones que los primeros indicios no son los más adecuados para establecer las bases de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Sucede en ocasiones que los <strong>primeros indicios</strong> no son los más adecuados para establecer las bases de un nuevo proyecto.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Como suele ocurrir a cualquier <strong>proyecto vivo</strong>, esta revista electrónica ha estado sujeta a mejoras, modificaciones y replanteamientos, todos tendientes a propiciar la conformación de un <strong>medio de comunicación</strong> eficiente y satisfactorio, tanto para sus hacedores como a los ojos de sus lectores y patrocinadores, ya sean habituales o esporádicos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#3333ff;">Borrón y cuenta nueva</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Indicios Magazin-e</strong> comenzó a hacerse visible con algunos tímidos coqueteos hacia noviembre de 2006, en otro sitio muy distinto de este. Luego, en marzo de 2007, lanzó lo que denominó su primer número "oficial". Tras varios intentos, análisis y reflexiones, luego de atender a <strong>comentarios</strong>, opiniones y consejos de propios, ajenos, expertos, neófitos y usuarios, ahora sale en este nuevo formato, atendiendo a razones centradas en la mejor difusión y administración de los <strong>contenidos</strong>, así como la más eficiente funcionalidad publicitaria y con la aspiración a dejar una huella decidida en el ánimo de los visitantes, seguidores y patrocinantes.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">En el afán de hacer de la experiencia el <strong>sello distintivo</strong>, así, nuestra pretensión es presentar nuestros indicios de manera más amable, fresca, interactiva, pero sin menoscabo de la <strong>formalidad editorial</strong>. Se trata de una honesta proposición desde nuestra <strong><a href="http://vetacreativa.netfirms.com">VETA <span style="color:#ff0000;">Creativa</span></a></strong>.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">La finalidad es <strong>salir de lo usual</strong> en la hechura de <strong>medios de expresión</strong> similares y proveer al internauta algo más que una simple colección de <strong>blogs</strong>, o diarios personales para el desahogo de las emociones, o espacios para el intercambio y el entretenimiento.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#3333ff;">Mapa del sitio y contenido</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Cada palabra, imagen y composición, podrá estar seguro el lector, apuntan a la <strong>formación de un criterio</strong>, al reforzamiento del <strong>español</strong> como <strong>segunda lengua</strong> en uso en la <strong>Internet</strong>, al interés de llenar en lo posible los huecos analíticos en el marasmo informativo de hoy.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Al explorar nuestras <strong>VETAS</strong>, ya sea a través de las secciones, columnas, colaboraciones y entregas de esta revista, o mediante los servicios de nuestra <a href="http://vetacreativa.netfirms.com"><strong>VETA <span style="color:#ff0000;">Creativa</span></strong><span style="color:#ff0000;"> </span></a>y de nuestros <strong>patrocinadores</strong>, hallará <strong>indicios</strong>, señas suficientes para la <strong>reflexión</strong> y el <strong>diálogo</strong>.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">A partir de la publicación actual, el lector encontrará debajo de esta editorial un <strong>índice</strong> con los <strong>textos</strong> que conforman al número mostrado. Ahora, por única vez, incluimos los títulos primigenios y quizá el lector no tuvo oportunidad de conocer en su momento. Algunos de estos textos originarios se han reubicado para su mejor localización. Por esto, desde este número, la información estará mejor organizada, será más interactiva; se abre la posibilidad de aceptar colaboraciones y se añaden nuevos elementos y contenidos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;">Disfrute pues su estancia y su recorrido; <strong>no deje de retroalimentarnos</strong> con sus sugerencias, comentarios y colaboraciones. Y a nuestros <strong>clientes</strong> y <strong>anunciantes</strong> actuales y potenciales, les agradecemos de antemano su preferencia.</span></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#3333ff;">CONTENIDO</span></p>
<ul>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetacreativa2.spaces.live.com/?_c11_BlogPart_blogpart=blogview&#38;_c=BlogPart&#38;partqs=cat=Noticias+y+pol%c3%adtica">Todos coludos o todos rabones (15/abr/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetapublicitaria.blogspot.com/2007/03/anp-nuevos-estatutos-cundo.html">A.N.P. Estatutos... ¿Cuándo? (6/mar/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetapublicitaria.blogspot.com/2007/03/publicidad-latinoamericana.html">Publicidad Latinoamericana. Panoramas a Tiempo y Destiempo (9/mar/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetacreativa2.spaces.live.com/?_c11_BlogPart_BlogPart=blogview&#38;_c=BlogPart&#38;partqs=amonth%3d10%26ayear%3d2006">Crónica de un suicidio (14/oct/2006)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://abriendomicrofono.blogspot.com/2007/05/cuando-la-metonimia-nos-alcanza-anuncio.html">Anuncio, víctima de la programación. Cuando la metonimia nos alcanza (7/may/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://monologosynavegaciones.blogspot.com/2007/04/una-crislida-llamada-mxico.html">Una crisálida llamada México o La causa de un despido (30/abr/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetaliteraria.blogspot.com/2007/02/conllevaderas-de-antonio-andrade.html">"Conllevaderías" de Antonio Andrade (28/feb/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://palabraymedia.blogspot.com/2007/05/viva-el-desmadre-mexicano.html">¡Viva el desmadre mexicano! (7/may/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetaliteraria.blogspot.com/2007/02/la-mujer-de-mis-sueos.html">La mujer de mis sueños (8/feb/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://tiempoydestiempo.blogspot.com/2007/04/es-tiempo.html">Aún es tiempo (30/abril/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://eradeopinion.blogspot.com/2007/05/todos-opinan_3517.html">Todos opinan. La perinola de la comunicación (8/may/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetapublicitaria.blogspot.com/2007/02/comienzo-de-la-renovacin.html">Comienzo de la renovación. Memorias de un publicista (10/feb/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://parentesisdeveta.blogspot.com/2007/05/ojo-al-gato-y-al-garabato.html">Ojo al gato y al garabato (12/may/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://monologosynavegaciones.blogspot.com/2007/04/internautas-se-buscan.html">Internautas se buscan... Y tal vez se encuentren (30/abr/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetacreativa2.spaces.live.com/?_c11_BlogPart_BlogPart=blogview&#38;_c=BlogPart&#38;partqs=amonth%3d1%26ayear%3d2007">Ahorros a la baja. De tortillas y Afores (26/ene/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetacreativa2.spaces.live.com/?_c11_BlogPart_BlogPart=blogview&#38;_c=BlogPart&#38;partqs=amonth%3d11%26ayear%3d2005">Predicción en la raya (2/jul/2006)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetacreativa2.spaces.live.com/?_c11_BlogPart_BlogPart=blogview&#38;_c=BlogPart&#38;partqs=amonth%3d1%26ayear%3d2007">Tener o no tener. Impuesto sobre tenencia (14/ene/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetacreativa2.spaces.live.com/?_c11_BlogPart_BlogPart=blogview&#38;_c=BlogPart&#38;partqs=amonth%3d6%26ayear%3d2006">Votar o no votar. Voto blanco e ingobernabilidad, un tema que algunos evaden (10/jun/2006)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetaliteraria.blogspot.com/2007/05/melancola.html">Melancolía (11/may/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://masquemolinos.blogspot.com/2007/05/modo-de-prefacio.html">A modo de prefacio (12/may/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetaliteraria.blogspot.com/2007/04/fundicin.html">Fundición (24/abr/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://vetaliteraria.blogspot.com/2007/04/rebelda-o-al-diablo-con-la-crtica.html">Rebeldía o al Diablo con la crítica (24/abr/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://parentesisdeveta.blogspot.com/2007/05/recordando-el-gozo.html">Recordando el gozo (18/may/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://parentesisdeveta.blogspot.com/2007/05/mi-viejo-parntesis.html">Mi viejo Paréntesis (17/may/2007)</a></span></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;"><a href="http://palabraymedia.blogspot.com/2007/05/actor-avejentado-involuntariamente.html">Actor avejentado involuntariamente (16/may/2007)</a></span></div>
</li>
</ul>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Indícios]]></title>
<link>http://delacoesdoego.wordpress.com/2006/11/12/26/</link>
<pubDate>Sun, 12 Nov 2006 20:01:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Campos</dc:creator>
<guid>http://delacoesdoego.es.wordpress.com/2006/11/12/indicios/</guid>
<description><![CDATA[
É inesperadamente proveitoso topar na vida estados nos quais já quase não abonávamos muita expe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/94/3213/1600/IMG_2996_1.jpg"><img style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/94/3213/320/IMG_2996_1.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div>É inesperadamente proveitoso topar na vida estados nos quais já quase não abonávamos muita expectativa. Conseguindo-o autenticar ao mais remoto e ínfimo indício. São veementes, sentidos e intimamente motivadores, doando contentamento à existência durante a estadia.</div>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
